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domingo, março 13, 2011

Luciano Szafir apresenta a namorada ao carnaval carioc

O ator chegou ao sambódromo acompanhado da americana Julia Rusatsky



Pela primeira vez, a americana Julia Rusatsky conferiu de perto o desfile das escola sde samba do Rio de Janeiro. E graças ao namorado, Luciano Szafir, que a levou, na noite de sábado (12), à Passarela do Samba.

Os dois, juntos há um ano, curtiram a noitada no camarote da cervejaria Devassa e foi possível observar que Julia exibia uma aliança de compromisso, na mão direita.
 
"A Julia não conhecia nada de carnaval e ficou maravilhada", limitou-se a dizer ele.





sexta-feira, março 11, 2011

Brasileiros relatam pânico após terremoto no Japão

Tremor de 8,9 graus é o mais forte em 140 anos, causou tsunami e matou centenas de Pessoas.

Um tremor de 8,9 graus na escala Richter sacudiu nesta sexta-feira (11) o Japão, país de 126 milhões de habitantes e lar de 254 mil brasileiros, segundo o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores).

Esses brasileiros relataram momentos de pânico após o terremoto, o mais forte em 140 anos a atingir o arquipélago asiático. E o alerta de tsunami, lançado para mais de 20 países após o tremor, também preocupou quem estava em outros pontos do Pacífico, como a atriz Dani Suzuki - ela passa férias no Havaí, arquipélago que pertence aos Estados Unidos.

Em nota, a Embaixada do Brasil no Japão disse que não há notícias de vítimas brasileiras.

Veja abaixo depoimentos de brasileiros após o tremor:

Edelson Barbieri Finozzi, 44 anos, professor de inglês, morador de Tóquio

"Tudo bem agora, mas foi punk. Você não tem ideia como é assustador você estar num prédio que balança como uma rede. Foi um dia cansativo mas eu estou na casa de um amigo. Os trens já estão funcionando, mas tem tanta gente que vou passar a noite aqui. O pior agora são os aftershock [tremores secundários]."

Joyce Davini Nishiyama, 31 anos, moradora de Tóquio

"Estava almoçando sozinha e começou a tremer tudo. Achei que ia parar, mas como continuou, saí correndo. Quando abri a porta do escritório, um armário caiu na minha frente. Fiquei paralisada, olhando tudo cair a minha volta."

"Fiquei com muito medo mesmo de o prédio todo cair. [...] As paredes estavam rachadas em vários andares."

"Na hora do terremoto não consegui fazer e nem pensar em nada, só fiquei rezando e pedindo para parar. [...] Nessas horas, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça é voltar para o Brasil."


Lima Makyama, moradora de Shizuoka

"Nessas horas não conseguimos pensar em nada, apenas orávamos internamente."

"A gente se esquece da gente, colocando os outros em primeiro lugar" (ela trabalha em uma escola infantil)

"Eu estava saindo do trabalho para o meu descanso de dez minutos e nem senti o terremoto. Em seguida, meu marido me ligou perguntando se estava tudo bem. Eu nem sabia que tinha acontecido o terremoto. Ele relatou que balançou bastante na fábrica onde ele trabalha."

"Onde moro não fica perto do litoral. Nas praias mais próximas de onde eu moro aconteceram tsunamis de 50 cm, mas houve lugares em que a água invadiu as ruas e os estacionamentos."

Dani Suzuki, atriz, de férias no Havaí

"Esvaziaram meu hotel na praia. Estou indo com Fábio [namorado e pai de seu filho] para casa de um amigo aqui num lugar um pouco mais alto. Estamos ao lado de amigos brasileiros e na casa de uma amável havaiano num lugar um pouco mais longe da praia e numa ladeira...Oh Deus!"

"Há pessoas empurrando carrinhos com água e lanternas. Estamos somente aguardando e de olho nas notícias. Surreal... Estamos tentando manter a calma. Eu ,Fábio e o bebê Kauai [namorado e filho de Dani, respectivamente] estamos rezando e pedindo proteção a Deus pra que ninguém por aqui se machuque"

Economista que previu a crise mundial diz que tremor no Japão é "a pior coisa no pior momento"

Nouriel Roubini diz que Japão vai ter que se endividar ainda mais para reconstruir estragos.


Um terremoto devastador que afeta a produção da terceira maior economia do mundo, o Japão, é a pior coisa que poderia acontecer enquanto o mundo ainda se recupera de uma crise financeira. Isso é o que diz o economista Nouriel Roubini, que ficou conhecido como o homem que previu a crise financeira de 2008 e por isso ganhou o apelido de “doutor apocalipse”.

Para ele, o tremor de 8,9 graus na escala Richter que atingiu o país nesta sexta-feira (11), deixando centenas de mortos, é “sem dúvida a pior coisa que poderia acontecer no Japão no pior momento”. Empresas pararam de funcionar, portos e aeroportos ficaram fechados, ferrovias e estradas sumiram do mapa.

Em entrevista ao canal de televisão Bloomberg, Roubini afirmou que o país deve cair em uma nova recessão. A opinião dele é de que os efeitos da queda da produção causados pelo tremor e pelos trabalhos de reconstrução vão aparecer nos próximos meses.

- No curto prazo, quando há um choque desse tipo, [é comum que ele cause] um enfraquecimento da atividade econômica. Certamente é a pior coisa que poderia ocorrer no Japão no pior momento.

O economista afirmou que o governo, sem dúvida, lançará um plano de estímulo fiscal para reestruturar a economia. O problema é que, depois da crise financeira de 2008, o Japão aumentou suas dívidas para mais de 10% de seu PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país) para enfrentá-la.

Ainda não há estimativas dos prejuízos causados à economia. Com portos e aeroportos fechados ou operando abaixo da capacidade, os grandes exportadores – entre eles Sony, Toyota, Honda, Mitsubishi, Hitachi - ficam sem ter como despachar a produção. E a exportação é o principal pilar da economia japonesa.

O Japão comemorava o fim da recessão e o início da recuperação econômica depois de ver seu PIB crescer 3,9%, em 2010, após dois anos de resultados negativos na geração de riquezas.

Apesar do dado positivo no ano passado como um todo, quando considerados somente os número do quarto trimestre a economia ficou pior do que o governo esperava. Entre outubro e dezembro, o PIB sofreu uma contração de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2009 – mais que o 1,1% estimado.

No ano passado, o Japão viu a China se tornar a segunda maior economia do mundo, com PIB de R$ 9,8 trilhões (US$ 6 trilhões). As riquezas do Japão somaram R$ 9,07 trilhões (US$ 5,5 trilhões).
Para Roubini, o país já sofre com sua baixa produtividade e uma catástrofe como a desta sexta-feira (11) poderá jogar ainda mais incerteza no mercado, “derrubando a confiança das empresas e dos consumidores”, que são duas molas que impulsionam o desenvolvimento.

Para o presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, a principal causa do baixo crescimento econômico recente é uma queda da produtividade. O tremor e o tsunami que varreram parte do país só pioram a situação.

Até as Bolsas de Valores ao redor do mundo sentiram os efeitos do sismo. Todos os mercados asiáticos encerraram os pregões em queda, com investidores preocupados com a “saúde” das empresas da região. Na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, as Bolsas operavam no negativo, refletindo o dia de maus negócios.